Ele está com lágrimas nos olhos, ela já chorou o que tinha que chorar sem a presença dele. Duas pessoas estão na sala, porém a falta de qualquer ruído faz parecer que o cômodo está vazio. Os passos do homem quebram o silêncio, ele caminha até seu antigo quarto. A mala estava aberta em cima da cama. Começa a revirar as roupas no móvel. As vezes terminava de dobrar uma camisa e logo após o feito a desdobrava, só para prolongar o pouco tempo que lhe restava na casa. Cada peça de roupa colocada dentro da mala trazia lembranças tristes de dias felizes. O homem pega a gravata vermelha para guardá-la, porém relembra que foi presente dela, em um aniversário de casamento não muito distante. Leva a gravata até o nariz, procurando o perfume que tantas vezes ansiou. Nada, apenas o odor do deprimente amaciante.
A mulher no outro quarto já juntou todas as suas coisas. Na realidade já havia arrumado seus pertences muito tempo antes, pois já previa a chegada do fim. Ele se aproxima da mulher com as palavras quase fugindo de seus lábios, porém a coragem lhe escapou do peito. Dirigiu-se então para a cozinha e tomou um gole áspero de aguardente. O homem já havia tomado muitos goles antes de vir, para espantar o rosto cansado causado pela noite passada em claro.
Mesmo quando conversavam não olhavam uns nos olhos do outro. Quando de repente os olhares se encontravam, os mesmos rapidamente fugiam pra algum esconderijo distante, onde poderiam utilizar o remorso como armaduras. Aquele silêncio matava-o lentamente, como um veneno imperceptível. Sem controle, a pergunta saiu de sua boca:
- Porque você bagunçou o meu para sempre? O que você fez pagou o preço da minha despedida? - os olhos escorriam novamente.
A mulher parecia uma estátua, a única coisa que provava que ela ainda estava viva era o pequeno movimento que seus olhos faziam de tempos em tempos. Nem seu peito se movimentava ao respirar. A indiferença dela o fazia tremer de raiva. Como era possível haver um ser tão apático? Depois de tantos segredos trocados! O homem desistiu, voltando para o quarto pegar o resto de suas coisas. Derrotado, o homem se dirigiu até a porta.
- Tenho direito a um último pedido? - choramingou o homem, com olhos de menino.
- Claro, claro - respondeu ela com rispidez.
Ele pede um último beijo, sem saber que aqueles lábios já haviam dado esse beijo de despedida na boca de um outro alguém. Logo em seguida atravessou a porta da despedida, para um futuro fora daquela vida que tanto adorava.
A mulher no outro quarto já juntou todas as suas coisas. Na realidade já havia arrumado seus pertences muito tempo antes, pois já previa a chegada do fim. Ele se aproxima da mulher com as palavras quase fugindo de seus lábios, porém a coragem lhe escapou do peito. Dirigiu-se então para a cozinha e tomou um gole áspero de aguardente. O homem já havia tomado muitos goles antes de vir, para espantar o rosto cansado causado pela noite passada em claro.
Mesmo quando conversavam não olhavam uns nos olhos do outro. Quando de repente os olhares se encontravam, os mesmos rapidamente fugiam pra algum esconderijo distante, onde poderiam utilizar o remorso como armaduras. Aquele silêncio matava-o lentamente, como um veneno imperceptível. Sem controle, a pergunta saiu de sua boca:
- Porque você bagunçou o meu para sempre? O que você fez pagou o preço da minha despedida? - os olhos escorriam novamente.
A mulher parecia uma estátua, a única coisa que provava que ela ainda estava viva era o pequeno movimento que seus olhos faziam de tempos em tempos. Nem seu peito se movimentava ao respirar. A indiferença dela o fazia tremer de raiva. Como era possível haver um ser tão apático? Depois de tantos segredos trocados! O homem desistiu, voltando para o quarto pegar o resto de suas coisas. Derrotado, o homem se dirigiu até a porta.
- Tenho direito a um último pedido? - choramingou o homem, com olhos de menino.
- Claro, claro - respondeu ela com rispidez.
Ele pede um último beijo, sem saber que aqueles lábios já haviam dado esse beijo de despedida na boca de um outro alguém. Logo em seguida atravessou a porta da despedida, para um futuro fora daquela vida que tanto adorava.
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